Os números de entrega de aeronaves da Embraer foram animadores no segundo trimestre, na visão do Santander, e vieram acima do esperado em Aviação Comercial e Aviação Executiva, enquanto Defesa e Segurança não teve entregas no período. Segundo o banco, o resultado é o melhor para um segundo trimestre em 16 anos e isso indica que os esforços da companhia para nivelar a produção ao longo do ano estão “dando frutos”, o que deve melhorar a previsibilidade do fluxo de caixa adiante.
O Santander observa que a Embraer reiterou o guidance de entregas de aeronaves para o ano fiscal de 2026 e espera reação positiva do mercado ao conjunto de dados. Na Aviação Comercial, a empresa entregou 20 aeronaves no trimestre, acima da estimativa do banco, de 18 jatos, e uma unidade a mais ante o último ano. O banco também observa uma melhora ligeira no mix, com os modelos E1 representando 50% dos E-Jets entregues, ante cerca de 47% um ano antes.
Em Aviação Executiva, a Embraer entregou 45 jatos, sete unidades acima ante o último ano e cinco aeronaves acima da estimativa do Santander. Os analistas Lucas Barbosa e Victor Tani observaram mais uma vez uma melhora ligeira no mix, com os modelos Praetor, de médio porte, respondendo por cerca de 47% das entregas de jatos executivos, ante cerca de 45% no segundo trimestre de 2025.
Já em Defesa e Segurança, a companhia não registrou entregas de C-390 Millennium nem de EMB-314/A-29 Super Tucano no segundo trimestre. No mesmo período do ano anterior, também não houve entregas do C-390, mas foram entregues quatro Super Tucanos. O Santander projetava duas entregas de cada modelo no trimestre e destacou que as receitas do C-390 são reconhecidas pelo método POC (percentage of completion).