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Papel e Celulose

Klabin: volume comercializado de celulose cresce 16% no 1º trimestre ante o mesmo período de 2025

No negócio de papéis, o volume comercializado foi de 356 mil toneladas, crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior

Segundo a papeleira, crescimento reflete a maior produção, uma demanda resiliente e a estratégia comercial (Foto: Adobe Stock)

A Klabin divulgou nesta quarta-feira, 6, seus resultados, nos quais apontou que, no segmento de celulose, o volume comercializado totalizou 401 mil toneladas, crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que segundo a papeleira reflete a maior produção, uma demanda resiliente e a estratégia comercial da companhia.

“Neste trimestre, a Klabin utilizou sua flexibilidade operacional, comercial e geográfica para direcionar volumes de forma estratégica, priorizando mercados, canais e regiões com melhores condições comerciais, frente a um cenário de recuperação gradual de preços de fibra curta”, pontua a gestão da empresa. Mais à frente em seu release de resultados, a companhia detalha que a fibra longa e fluff representaram 28% do volume total vendido de celulose e responderam por 37% da receita líquida do segmento no período.

No negócio de papéis, o volume comercializado foi de 356 mil toneladas, crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado do desempenho de vendas dos segmentos de papel-cartão e containerboard.

No negócio de embalagens, o volume comercializado foi de 258 mil toneladas, crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo principalmente o incremento do volume de vendas no segmento de papelão ondulado.

“O crescimento do segmento de papelão ondulado acima do mercado reflete a estratégia comercial focada em segmentos resilientes, como alimentos industrializados, “higiene & limpeza” e frutas.”

O custo caixa total por tonelada, incluindo os efeitos das paradas gerais de manutenção, foi de R$ 3.342 por tonelada no primeiro trimestre de 2026, em linha com o igual período de 2025. O desempenho reflete, na visão da companhia, principalmente o aumento do custo dos produtos vendidos (CPV), explicado pelo maior custo de fibras e pelo efeito da parada geral de manutenção programada no trimestre, parcialmente compensados pela melhora em custos variáveis na comparação anual.

Companhia registra prejuízo líquido de R$ 497 milhões no trimestre

A Klabin registrou prejuízo líquido de R$ 497 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo lucro de R$ 446 milhões apresentado em igual período de 2025.

A companhia explica que o resultado se deve à retração do Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no período; à variação do valor justo do ativo biológico, classificado pela empresa como “efeito puramente contábil”; e ao resultado financeiro impactado por maior despesa financeira.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,669 bilhão entre janeiro e março, uma queda de 10% em relação ao período correspondente de 2025. A Klabin afirmou que a queda reflete o impacto negativo da apreciação do real frente ao dólar e o efeito da parada geral de manutenção programada no trimestre. “Estes efeitos foram parcialmente compensados pelo maior volume de vendas em todos os segmentos de negócio”, diz a companhia.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 4,946 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 2% frente ao primeiro trimestre de 2025. O indicador refletiu principalmente o aumento do volume em todos os negócios.

A companhia afirmou que, no trimestre, o negócio apresentou estabilidade operacional, com disciplina na execução de sua estratégia comercial e consistência em seus resultados. “O período segue impactado por um cenário de maior instabilidade no ambiente macroeconômico, com ambiente inflacionário em seus principais mercados de atuação e forte apreciação do real pressionando receitas de exportação”, diz a empresa.

Nesse contexto, a Klabin afirma que segue se beneficiando de sua estrutura de portfólio, que confere flexibilidade operacional e contribui para mitigar a volatilidade de seus resultados.

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