O Brasil segue como o país da América Latina com maior peso (overweight) em fundos globais focados em mercados emergentes, apesar da recente venda em massa (sell-off) de ações brasileiras, diz o Itaú BBA, em relatório. Enquanto os países da região têm peso total de 9,36%, o Brasil conta com peso de 5,35%, México, de 2,30%, Peru, 0,80%, Chile, 0,54% e Argentina, 0,30%.
A alocação na América Latina por parte dos fundos globais focados em mercados emergentes diminuiu 0,54 ponto porcentual em 2026 até então, com a maioria dos países perdendo relevância: Brasil (-0,30pp), México (-0,18pp), Peru (-0,11pp) e Chile (-0,09pp) tiveram deltas (mudanças ou variações na alocação de um ativo ao longo do tempo) negativos, enquanto Argentina teve delta positivo (+0,11pp), aumentando sua importância relativa.
Setores
Em nível setorial no Brasil, o financeiro ainda é o foco, com peso de 1,74%, seguido por energia (0,98%), materiais (0,63%) e consumo discricionários (0,61%). As empresas com maior peso são Mercado Livre, Prio e BTG Pactual, enquanto as com menor peso (underweight) são Bradesco, Itaúsa e Nubank.
Inclusive, Petrobras, Prio e Itaúsa tiveram o maior delta positivo no primeiro trimestre de 2026, enquanto Mercado Livre, Gerdau e Raia tiveram o maior delta negativo no mesmo período.