A entrada do Mercado Livre no varejo farmacêutico brasileiro deve ter impacto limitado no curto prazo para as redes de farmácias, avalia o Santander, citando o estágio inicial da operação e o escopo ainda restrito do projeto.
A companhia lançou um piloto na cidade de São Paulo, com portfólio concentrado em vitaminas, suplementos e medicamentos isentos de prescrição (OTC), além de operação com estoque próprio (1P) e cobertura geográfica limitada.
Apesar da divulgação de entregas em até três horas, uma verificação da plataforma indicou prazos mais longos, de até um dia, o que reduz a competitividade frente às redes tradicionais no momento.
Para o analista Lucas Esteves, o movimento pode evoluir para um modelo mais colaborativo com o setor, caso a venda por terceiros (3P) seja autorizada pela Anvisa. “Nessa caso, o Mercado Livre tenderia a atuar como um canal adicional para farmácias, e não necessariamente como um concorrente direto”, disse.
O profissional também avalia que a iniciativa não deve trazer impactos relevantes no curto prazo para o próprio Mercado Livre, nem em receita nem em rentabilidade, dado o tamanho ainda reduzido da operação.
O Santander reitera recomendação outperform (equivalente a compra) para as ações da empresa, com preço-alvo de US$ 2.900, o que implica potencial de valorização de cerca de 79% ante a cotação atual.