As vendas de celulose da Suzano somaram 2,897 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2026, baixa de 11% frente ao mesmo período de 2025. A queda foi caudada principalmente pela redução nos volumes destinados à Ásia, segundo o comunicado de resultados. O preço líquido médio da celulose comercializada pela Suzano foi de US$ 599 por tonelada, representando queda de 4% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Na comparação anual, houve recuo de 22% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado da celulose, devido principalmente a desvalorização do preço médio em dólar e do volume menor vendido. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo maior preço médio líquido, que subiu 8%.
O custo caixa de produção de celulose ficou em R$ 843 por tonelada no segundo trimestre de 2026, alta de 1% em relação ao segundo trimestre de 2025, refletindo principalmente maior custo com insumos, como dióxido de cloro, gás natural, óleo combustível e ácido sulfúrico. A alta nesses itens é efeito dos conflitos no Oriente Médio, aponta a Suzano.
Papel: vendas têm aumento de 5% na comparação anual
As vendas de papel da Suzano no mercado brasileiro totalizaram 247 mil toneladas no trimestre, aumento de 5% na comparação anual, com contribuição da alta no volume de papéis revestidos, papel cartão e tissue. Já as vendas de papel nos mercados internacionais totalizaram 159 mil toneladas, recuo de 10% ante o segundo trimestre de 2025, explicado principalmente pela queda no volume de vendas de papel Imprimir & Escrever. O Ebitda ajustado da divisão de papel teve recuo de 27% na comparação anual.