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Metalurgia e Siderurgia

Santander: alta em aços planos reflete aumento de usinas e resistência de clientes

O relatório ainda analisa a expectativa de exportadores chineses sobre a demanda no Oriente Médio após a reabertura do Estreito de Ormuz

Estudo mostra em números o impacto da guerra no Irã (Foto: ArcelorMittal/Divulgação)

O Santander destacou em sua análise sobre os preços do aço ao redor do mundo que, na última semana, no Brasil, os preços de aços planos subiram na comparação semanal. Para os analistas do banco, isso reflete aumentos previamente anunciados pelas usinas, embora a resistência dos compradores tenha continuado a limitar o repasse.

Os números da Platts que o banco elenca são de alta de R$ 50 por tonelada (/t) para bobinas laminadas a quente, que atingiram o valor de R$ 4.075/t; aumento de R$ 150/t para bobinas laminadas a frio, com novo patamar de preço de R$ 4.900/t; e avanço de R$ 125/t em galvanizados, para R$ 5.125/t.

O preço doméstico do vergalhão no Brasil, por sua vez, ficou estável na comparação semanal em R$ 3.672,50/t em 19 de junho, ainda segundo dados da Platts. O Santander pontua que isso se dá em meio a uma demanda fraca que persiste e usinas com estoques mais elevados oferecendo descontos de 2% a 3%.

O relatório ainda destaca uma notícia relevante para o setor de siderurgia e mineração, citando que exportadores chineses de aço esperam que a demanda no Oriente Médio se recupere gradualmente após a reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, custos de frete elevados, riscos logísticos e o eventual retorno das exportações iranianas de placas e tarugos podem limitar o potencial de alta no curto prazo. As exportações de aço da China para sete países do Golfo Pérsico caíram 48% na comparação anual, para 2,56 milhões de toneladas entre 1º de março e 17 de junho.

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