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Transporte e Logística

Itaú BBA: Marcopolo e Randon podem se beneficiar de cenário setorial, mas é preciso cautela

Avaliação é após encontro com Ricardo Alouche, vice-presidente de Caminhões e Ônibus da Volkswagen, que apresentou uma perspectiva mais construtiva para os mercados de caminhões e ônibus do Brasil

Análise do Itaú BBA aborda impacto de programas como o Move Brasil (Foto: Divulgação)

O Itaú BBA vê um cenário mais favorável principalmente para a Marcopolo, em relação à Randon, após encontro com Ricardo Alouche, vice-presidente de Caminhões e Ônibus da Volkswagen, que apresentou uma perspectiva mais construtiva para os mercados de caminhões e ônibus do Brasil, embora ainda vejam riscos.

Segundo os analistas do banco, com o apoio do financiamento do Move Brasil e dos programas Caminho da Escola/Caminho da Saúde, a Volkswagen prevê que os volumes fiquem pelo menos estáveis em 2026, com preços moderados e repasse sólido de custos.

A avaliação é de que o impacto do Move Brasil foi atrasado, mas não diluído, e com mais R$ 21 bilhões agora aprovados (incluindo reboques e ônibus), é esperado uma recuperação mais tangível a partir de agosto, espelhando o cronograma da primeira rodada.

A Volkswagen também está mais otimista que a Marcopolo em relação aos programas Caminho da Escola e Caminho da Saúde, e espera que a nova rodada do Caminho da Escola seja entregue em grande parte até maio de 2027 (em comparação com a visão da Marcopolo de diluição até 2028), o que implica um potencial de alta em relação às expectativas atuais se a execução for mais rápida.

Para o Caminho da Saúde, vê espaço para demanda além das 1.900 unidades já previstas, com as 1,1 mil unidades restantes no segundo semestre de 2026.

No segmento de ônibus, a rentabilidade permanece resiliente, com preços favoráveis. “A dinâmica de preços nos ônibus permanece construtiva, sem pressão competitiva significativa que justifique a compressão das margens – reforçando ainda mais nossa maior confiança na resiliência dos resultados da Marcopolo”, disseram os analistas em relatório.

Já o risco principal é o período de estagnação pós-estímulo, já que o entusiasmo em torno do Move Brasil é grande, mas os analistas lembram que o financiamento pode se esgotar rapidamente.

“Com a proximidade das eleições, o setor pode enfrentar novamente altas taxas e demanda mais fraca, principalmente entre os clientes do agronegócio, que a Volkswagen apontou como ainda sob pressão – o que justifica nossa decisão de manter uma postura conservadora, especialmente em relação a Rondon”, disseram ainda.

A avaliação do Itaú é que a Marcopolo é mais favorecida por seus fundamentos resilientes e suporte de avaliação, mas há poucos catalisadores de curto prazo que possam entusiasmar mais os fundos de hedge com a ação, enquanto a

Randon pode se beneficiar taticamente do financiamento público, mas ainda enfrenta risco de queda para as estimativas de 2026-27 assim que o estímulo diminuir.

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