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Setor Elétrico

Copel tem lucro líquido de R$ 694 milhões no 1º trimestre, alta de 4,4% em relação ao 1º de 2025

A receita operacional líquida recorrente da companhia totalizou R$ 6,909 bilhões de janeiro a março, alta anual de 19,2%

Ebitda alcançou R$ 1,908 bilhão, alta de 9,9% na comparação anual (Foto: Adobe Stock)

A Copel registrou um lucro líquido de R$ 694 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 4,4% em relação ao reportado no mesmo período do ano passado. Desconsiderando os efeitos não recorrentes e fatores sem impacto caixa, como valor novo de reposição (VNR), marcação a mercado (MTM), ajustes de IFRS nas transmissoras e o resultado de operações descontinuadas – o lucro líquido recorrente ficou em R$ 638,9 milhões, alta de 10,7% na mesma comparação.

A receita operacional líquida recorrente da companhia, excluindo os efeitos IFRS no segmento de transmissão de energia e excluindo VNR, MTM e eventos não recorrentes, totalizou R$ 6,909 bilhões de janeiro a março, alta anual de 19,2%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) alcançou R$ 1,908 bilhão de janeiro a março, alta de 9,9% na comparação anual. Já o Ebitda Recorrente, que exclui itens não recorrentes, sem efeito caixa, e a equivalência patrimonial, chegou a R$ 1,754 bilhão, um crescimento de 16,7% frente o observado em igual etapa de 2025. Desse montante, as atividades de geração, transmissão e comercialização (Copel GeT e Copel COM, respectivamente) responderam juntas por 57,2%, enquanto o segmento de distribuição (Copel DIS) representou 42,8%.

A margem Ebitda caiu 2,5 pontos porcentuais (p.p.), para 27%, enquanto a margem Ebitda recorrente caiu 0,5 p.p., para 25,4%.

Em relatório de resultados, a Copel salientou que desempenho positivo do Ebitda foi parcialmente compensado pela queda no resultado financeiro – que correspondeu a uma despesa líquida de R$ 489 milhões, 9,6% maior que o reportado um ano antes – e um recuo de 30,5% na equivalência patrimonial, para R$ 69,8 milhões, refletindo a consolidação de Mata de Santa Genebra S.A. O maior pagamento de tributos também pressionou o resultado líquido. 

Ebitda do negócio de geração e transmissão cresce 30,7%

O segmento de geração e transmissão da Copel (Copel GeT) registrou um Ebitda de R$ 1,023 bilhão no primeiro trimestre, crescimento de 30,7% ante igual etapa do ano passado.

O desempenho foi impulsionado pelos ganhos de aproximadamente R$ 140 milhões com modulação horária do portfólio de geração hidrelétrica e com a diferença de preços entre submercados, o que a empresa atribuiu a uma “uma estratégia comercial eficiente”.

Com a expansão da fonte solar na matriz elétrica nacional, o preço horário da energia elétrica apresenta expressiva oscilação ao longo do dia, com mínimas que chegam a R$ 57,31 por megawatt-hora (MWh) no meio do dia e máximas de algumas centenas de reais no fim da tarde, no horário de pico de consumo. Adicionalmente, desde os primeiros meses do ano, o preço spot da energia tem sido mais elevado no submercado Sul, onde a Copel concentra ativos de geração em relação às demais regiões do País.

O desempenho da Copel GeT também foi beneficiado pela maior receita de suprimento com contratos bilaterais, refletindo aumento de 11,7% no volume e de 7,5% no preço da energia vendida, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

No segmento de transmissão, a companhia anotou aumento na receita por disponibilidade de rede elétrica, explicado, majoritariamente, pela incorporação da Transmissora Mata de Santa Genebra S.A. (MSG) e pelo reajuste médio de 2,2% na Receita Anual Permitida (RAP) das transmissoras com participação 100% da Copel GeT para o ciclo 2025/2026.

Por outro lado, os resultados do segmento foram parcialmente penalizados pelo aumento da energia elétrica adquirida para revenda, decorrente da combinação de um risco hidrológico (GSF) menor – de 92,0%, ante 107,7% no primeiro trimestre do ano passado – e maior nível de cortes de geração (curtailment), que avançou de 8,8% para 20,7% no mesmo período.

Ebitda da distribuidora cresce 10%

A Copel Distribuição registrou um aumento de 10%, ou R$ 69,4 milhões, no Ebitda do primeiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado, para R$ 762,3 milhões.

A alta reflete o crescimento de 2,1% no mercado fio faturado e o reajuste tarifário anual de junho de 2025, com efeito médio de 1,3% na parcela B.

O consumo de energia elétrica no mercado fio da Copel DIS cresceu 2,5% nos três primeiros meses do ano, na comparação com igual período do ano passado. Descontando a parcela de energia compensada por mini e micro geração distribuída, o mercado fio faturado avançou 2,1%, impulsionado, principalmente, pelo aumento do consumo nos segmentos residencial e comercial, refletindo a maior atividade econômica na área de concessão, bem como o crescimento da base de clientes ao longo do período.

A empresa informou ter obtido um acréscimo de R$ 18,3 milhões em outras receitas decorrente do maior compartilhamento de infraestrutura e um aumento de R$ 76,3 milhões na margem bruta de distribuição, indicador que reflete o montante retido pela distribuidora para a remuneração de suas atividades, após a dedução dos custos diretamente associados à compra de energia elétrica e aos encargos setoriais.

Por outro lado, também elevou, em R$ 51,3 milhões, suas Perdas Esperadas com Crédito e Liquidação Duvidosa (PECLD) e em R$ 14,4 milhões (+3,4%) os custos com pessoal, materiais, serviços de terceiros e outros (PMSO).

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