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Petz estima que fusão com Cobasi deve gerar até R$ 260 milhões em Ebitda em 5 anos

A companhia estima que a migração dos sistemas ERP deve levar entre 18 e 22 meses, enquanto a reorganização societária pode se estender por até 36 meses

Resultados de 2025 reverteram prejuízo de 2024 (Foto: Adobe Stock)

A Petz afirmou que espera capturar entre R$ 200 milhões e R$ 260 milhões em Ebitda (“lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização”) incremental nos próximos cinco anos com a fusão com a Cobasi, reforçando a expectativa de geração de valor com a integração das operações.

Para 2026, a companhia projeta uma captura mais gradual, estimada entre 0% e 10% desse total, já considerando os efeitos do desinvestimento de 26 lojas previsto no acordo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Seguimos confiantes na capacidade do nosso time de executar esse plano”, disse a empresa em release de resultados divulgado há pouco.

Segundo a empresa, cerca de 80% das sinergias mapeadas estão concentradas em três frentes: otimização comercial, despesas operacionais e footprint de lojas (área física total que uma unidade de varejo ocupa).

Os 20% restantes estão ligados a iniciativas em digital e omnicanalidade, além do ecossistema de serviços, que devem contribuir de forma complementar para os ganhos ao longo do processo de integração.

Integração depende de ERP e unificação de CNPJs

A Petz informou que parte relevante dos ganhos operacionais esperados com a fusão com a Cobasi ainda depende de etapas estruturais, como a migração de sistemas e a unificação de CNPJs. A companhia estima que a migração dos sistemas ERP deve levar entre 18 e 22 meses, enquanto a reorganização societária pode se estender por até 36 meses, etapas consideradas necessárias para destravar ganhos logísticos e operacionais e acelerar a captura de sinergias.

Apesar disso, a empresa disse que já avançou nas primeiras frentes da integração no primeiro trimestre de 2026, com definição de lideranças, integração de equipes e início das negociações de contratos.

Segundo o presidente Paulo Nassar, a empresa também vem estruturando oportunidades operacionais e boas práticas, em um movimento que marca a transição do planejamento para a execução. “Conseguimos avançar em diversas frentes de trabalho, com evolução na definição das lideranças, estruturação de boas práticas e início das negociações de contratos”, afirmou.

No âmbito regulatório, a Petz segue com o processo de venda de 26 lojas no Estado de São Paulo, conforme previsto no acordo firmado com o Cade. A alienação está em andamento, com apoio de assessor financeiro e dentro do prazo acordado com a autoridade.

Em janeiro, a Petz pagou R$ 320,8 milhões aos acionistas como parte da parcela em caixa do acordo de associação. Em fevereiro, o conselho aprovou contratos de mútuo de R$ 121,9 milhões relacionados à operação, destinados a acionistas que discutem judicialmente a tributação sobre o ganho de capital.

No acumulado de 2025, lucro líquido de R$ 49,2 milhões

A Petz registrou prejuízo líquido de R$ 8,7 milhões no quarto trimestre de 2025, uma redução de 79,7% em relação a igual período do ano anterior, em um trimestre marcado por melhora operacional e menor impacto de itens não recorrentes.

As informações apresentadas pela empresa referem-se exclusivamente à operação da Petz, sem considerar a fusão com a Cobasi.

Ao considerar os ajustes, que excluem efeitos extraordinários e contábeis, a companhia apurou lucro líquido de R$ 25,9 milhões no período, alta de 15,7% na base anual, refletindo ganhos de eficiência e maior diluição de despesas com o avanço da receita.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 88,7 milhões no trimestre, crescimento de 6,5%, com margem de 9,3% sobre a receita líquida, praticamente estável na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho reflete uma evolução operacional sustentada, com equilíbrio entre crescimento das vendas e controle de custos.

A receita líquida somou R$ 951,5 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 8,3% ante o quarto trimestre de 2024, impulsionada principalmente pelo desempenho do canal B2C e pela expansão do digital, que segue ganhando participação no mix.

No acumulado de 2025, a Petz registrou lucro líquido de R$ 49,2 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 27,5 milhões observado em 2024. Na mesma base, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 76,7 milhões, alta de 22,2%, indicando avanço mais consistente do resultado recorrente.

O Ebitda ajustado anual somou R$ 312,2 milhões em 2025, crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior, com margem de 8,7%, em um movimento sustentado por alavancagem operacional, maturação das lojas e disciplina na gestão de despesas.

No resultado financeiro, a companhia registrou despesa de R$ 7,6 milhões no quarto trimestre, ante perda de R$ 28,6 milhões um ano antes, beneficiada pela menor pressão de efeitos não recorrentes. A operação de swap da dívida 4131 gerou impacto negativo de R$ 1,6 milhão no período, sem efeito caixa, abaixo da perda de R$ 19,5 milhões registrada no quarto trimestre de 2024.

A Petz encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 160,7 milhões, revertendo a posição de dívida líquida de R$ 88,6 milhões observada um ano antes. A variação positiva de R$ 249,3 milhões foi impulsionada principalmente pela geração de caixa operacional e pela maior eficiência na gestão do capital de giro.

Os investimentos somaram R$ 28,8 milhões no quarto trimestre, queda de 36% na comparação anual. Em 2025, o capex totalizou R$ 124,3 milhões, recuo de 21,5%. Segundo a companhia, o movimento reflete uma alocação mais estratégica de recursos, alinhada à busca por eficiência operacional e geração de caixa. /Com Luísa Laval

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