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Setor aéreo

Santander tem percepção construtiva para Embraer a longo prazo, com maior capacidade de produção

Na Aviação Executiva, a Embraer pretende terminar 2026 com capacidade para cerca de 185 aeronaves por ano, ante 155 entregas em 2025

A empresa reforçou que segue direcionando capital e pessoal para ampliar a capacidade de produção (Foto: Embraer/Divulgação)

O Santander saiu de reunião com o diretor financeiro da Embraer, Antonio Garcia, com uma percepção construtiva para o longo prazo. A empresa reforçou que segue direcionando capital e pessoal para ampliar a capacidade de produção tanto nos jatos executivos quanto no cargueiro militar C-390 Millennium, enquanto vislumbra encomendas relevantes nas divisões de Aviação Comercial e Defesa.

Na Aviação Executiva, a Embraer pretende terminar 2026 com capacidade para cerca de 185 aeronaves por ano, ante 155 entregas em 2025, e avalia chegar a 200 unidades com investimento mínimo. A possível manutenção de tarifas impostas pelos Estados Unidos ainda depende de negociações. Se nada mudar, o impacto projetado é de US$ 60 milhões em 2026. Para mitigar o efeito, novos contratos já saem com preços mais altos, mas esses valores só devem aparecer nos resultados a partir de 2028, dada a carteira extensa.

Em Defesa e Segurança, a companhia vê espaço para crescimento de volume e margem. Segundo a administração, bastam de cinco a seis pedidos adicionais do C-390 para preencher a carteira até o fim da década. A linha de montagem deve alcançar dez unidades anuais “nos próximos anos”, podendo chegar a 12 sem grandes desembolsos.

O programa de aeronaves de transporte da Índia, que prevê de 40 a 80 unidades, segue como oportunidade, com decisão esperada até o início de 2027. Há também tratativas com Emirados Árabes, Arábia Saudita e Estados Unidos, neste caso para uma versão de reabastecimento em voo. Já o Super Tucano tem pedidos garantidos até 2029. Caso surjam contratos adicionais de países da Otan, a empresa cogita abrir linha de produção em Portugal.

Na Aviação Comercial, o gargalo maior hoje é o fornecimento de motores GE para os jatos E1, enquanto os E2, equipados com Pratt & Whitney, sofrem menos. A Embraer projeta aumento de volume em 2026 e mira cem aeronaves em 2027. Renegociações devem elevar a rentabilidade da carteira, inclusive com possível realocação de slots antes reservados à Azul. Entre novos negócios em discussão, a AirAsia avalia até 150 jatos e mantém o E2 na disputa com o A220 da Airbus, enquanto a parceria com o grupo indiano Adani pode render encomendas “expressivas” no médio e longo prazo.

De acordo com o Santander, a Embraer ainda estuda desenvolver um jato executivo maior ou um avião comercial de fuselagem estreita, decisão que ficará para depois da conclusão do eVTOL da Eve e dependerá de parceiros e pedidos iniciais.

Por fim, no segmento de Serviços e Suporte, a companhia projeta crescimento “elevado” em 2026, impulsionado pela nova operação de manutenção no Texas, e margens melhores que as de 2025, ano pressionado por multas decorrentes de atrasos de fornecedores.

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