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Petróleo e Gás

Petrobras nega ter prometido dividendos extraordinários

Sinalização teria sido feita em evento em Nova York em janeiro

O total de dividendos da Petrobras soma R$ 43,9 bilhões (foto: Adobe Stock)

A Petrobras informou nesta terça-feira, 12, ser “inverídico” que a companhia tenha prometido ou sinalizado uma direção para dividendos extraordinários no evento realizado com analistas e investidores nos dias 30 e 31 de janeiro deste ano, em Nova York.

O posicionamento da Petrobras vem esclarecer notícias que circularam na imprensa nesta terça-feira. “A Petrobras procura ser transparente sobre sua governança e seus processos decisórios para que os investidores façam suas análises e cheguem às suas conclusões, em linha com as melhores práticas do mercado, que foi o objetivo do referido evento”, disse.

As apresentações realizadas no evento que, segundo a Petrobras, não continham qualquer informação relevante ainda não divulgada, foram publicadas no site da companhia e arquivadas junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Securities and Exchange Commission (SEC), de acordo com a prática usual da Petrobras.

Nos dois dias de duração, o evento tratou de diversos temas, como E&P, Refino, Logística, Engenharia, Governança, Diversidade e Combate a Assédio, além da Estratégia Financeira, informou a Petrobras, em comunicado ao mercado.

“A Petrobras esclarece que encontros com analistas e investidores são realizados no curso normal de suas atividades e que não divulga informação relevante não pública em tais eventos”, conclui.

O mercado financeiro acompanha atentamente as decisões da Petrobras (PETR3 e PETR4). Depois de optar pela não distribuição de dividendos extraordinários e de uma entrevista ácida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o fantasma do risco político voltou ao radar dos investidores.

Na última quinta-feira (7), a estatal divulgou seu balanço referente ao quarto trimestre de 2023 com uma queda de 33,8% no lucro líquido anual.

Os números da companhia vieram ligeiramente abaixo das estimativas iniciais, mas o problema veio com a decisão de manter a remuneração de dividendos no mínimo estabelecido pela Política de Remuneração aos Acionistas, de 45% do fluxo de caixa livre.

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