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Petróleo e Gás

Prio capta R$ 2 bi para reforçar investimentos

Operação está em linha com declarações recentes do presidente da Prio

Prio observa ativos no Golfo do México (foto: Adobe Stock)

O diretor financeiro da petroleira Prio, Milton Rangel, disse ao Broadcast que a captação de R$ 2 bilhões por meio da emissão de debêntures de infraestrutura, concluída ontem, 29, teve caráter “oportunístico”, e reforça o caixa da companhia para investimentos futuros, além de alongar o prazo médio da dívida com impacto “muito baixo” no seu custo.

A operação está em linha com declarações recentes do presidente da Prio, Roberto Monteiro, de que a companhia estaria preparada para realizar investimentos na “casa de bilhão”, mantendo o foco em campos maduros e com boa rentabilidade. Segundo Monteiro, a companhia observa ativos no Golfo do México (EUA).

Rangel confirma o interesse nessa região, mas diz que o mercado brasileiro segue na alça de mira da Prio. De toda forma, ele diz, o objetivo é aumentar produção, o que passa pelo desenvolvimento de ativos próprios, mas, também, eventuais aquisições.

O diretor financeiro afirma que mesmo antes da emissão de debêntures, a Prio já contava com uma boa posição de caixa e liquidez confortável para enfrentar investimentos previstos, como os relacionados ao campo de Wahoo, na Bacia de Campos.

Ainda assim, decidiu aproveitar a conjuntura do mercado, marcada por taxa competitiva e um pico de procura por debêntures de infraestrutura após a limitação de emissões de títulos de outras naturezas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no início de fevereiro. A opção suplantou, inclusive, planos de emissão de títulos de dívida no exterior.

“No fim de 2023, na verdade, estávamos nos preparando para uma emissão internacional, mas resolvemos mudar a direção após uma leitura mais positiva do mercado doméstico. Essa emissão permite reforçar o caixa para futuras oportunidades e alongar endividamento a um custo bem competitivo. As condições e o ‘timing’ foram os grandes diferenciais para nós”, diz Rangel.

Os R$ 2 bilhões de momento foram captados a um custo médio de dólar mais 6,14% ao ano, com prazo de pagamento ponderado de cerca de 5,9 anos. “Isso é próximo a uma taxa soberana, em linha para empresas com grau de investimento”, compara Rangel.

A emissão acontece em duas séries, uma primeira de cinco anos com pagamento da principal parte da dívida no fim do quinto ano. E outra série de 10 anos, com pagamentos do principal ao fim do oitavo, nono e décimo ano. Os juros são pagos semestralmente. Segundo a Prio, a emissão foi coordenada por sindicato de bancos formado pelo coordenador líder Itaú (55%) e BTG (45%).

O lastro da emissão, explica Rangel, é justamente o investimento em Wahoo. O montante, diz, financia tanto gastos futuros quanto gastos dos últimos dois anos, “a título de reembolso”. Para Wahoo, até dezembro de 2023, a Prio já havia desembolsado US$ 300 milhões. Esse ano, a previsão é investir mais US$ 400 milhões e, depois, mais valores até perfazer o total planejado de US$ 830 milhões.

 

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