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Multiplan: Esperamos um final de ano muito forte nos shoppings, diz Peres

Já o desempenho das vendas no próximo ano permanece uma incógnita, pois isso depende dos rumos da economia brasileira, avalia o presidente da companhia

Na visão do presidente da Multiplan, a regulamentação da reforma tributária gera uma carga acima da prevista e, assim, traz 'mais uma incerteza do mundo atual'.(Foto: Adobe Stock)

O presidente da Multiplan, Eduardo Peres, disse esperar um final de ano muito forte nos shoppings da rede. Já o desempenho das vendas no próximo ano permanece uma incógnita, pois isso depende dos rumos da economia brasileira. “Esperamos um final de ano muito forte nos nossos shoppings. Vemos uma inércia do consumo. Já como será ano que vem, não sei”, disse, durante teleconferência com investidores e analistas, na sexta-feira, 30.

Em outubro, as vendas da rede cresceram em torno de 5% na comparação anual, um patamar considerado saudável. O dado ainda é preliminar, pois o resultado definitivo ainda será apurado.

O presidente da Multiplan disse que todos os investimentos em decoração de Natal, promoções e campanhas publicitárias foram programados no início deste ano e estão confirmados. “Os shoppings estão cheios, estão vendendo bem. Acredito que seguirá assim até o fim do ano”, comentou.

Ele também ressaltou que tem uma expectativa positiva para o fim do ano devido às expansões dos empreendimentos realizadas nos últimos anos, com a chegada de novas lojas, restaurantes, serviços e lazer, reforçando o fluxo do local como um todo.

Peres acrescentou que espera manter a tendência de reajuste real do aluguel dos lojistas dos shoppings, dado o volume crescente das vendas e a melhoria dos espaços.

Alíquota mais alta do que o esperado

Peres, afirmou que a alíquota de CBS/IBS para o segmento ficará na faixa de 30%, enquanto o previsto algo mais perto de 28%. “Foi mais alto do que esperado”, disse, durante teleconferência com investidores e analistas.

A regulamentação da reforma tributária gerando uma carga acima da prevista foi classificada por ele como “mais uma incerteza do mundo atual”.

Peres também lamentou a aprovação do fim da escala 6×1, pois defendia maior flexibilidade para as empresas definirem o expediente. No entanto, ele afirmou que os shoppings têm condição de absorver esse efeito, sem previsão de impacto no custo dos lojistas ou da operação dos empreendimentos.

Incógnita sobre o nível de consumo em 2027

O presidente da Multiplan afirmou que vai aguardar maior clareza sobre os rumos do País para definir a estratégia de alocação de capital nos próximos meses, seja com remuneração de acionistas ou investimentos em novos projetos.

“Não sabemos qual o nível de consumo e as condições econômicas daqui para frente”, afirmou Peres, durante teleconferência com investidores e analistas. “Não vejo problema em distribuir mais capital do que temos feito anualmente. Mas antes quero entender em que mundo vamos viver”, respondeu, ao ser questionado sobre o tema.

Peres afirmou que é preciso aguardar a definição da equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), bem como a evolução dos níveis de consumo no País.

A Multiplan tem projetos para expansão de shoppings que fazem parte da rede, mas Peres ressaltou que não é possível definir agora se eles esses projetos serão iniciados. “Eu não sei, não sou mágico”, disse, em meio a perguntas de analistas. “É preciso esperar o que virá pela frente”, reiterou, ressaltando o quadro marcado pela imprevisibilidade.

A prioridade, segundo ele, é manter a qualidade dos empreendimentos e a rentabilidade da companhia, sem enxergar como ‘obrigação’ o investimento em novos projetos. “Se a companhia tiver que ficar cinco anos sem pregar um prego, não tem problema”, comparou.

O presidente da Multiplan apontou que o ambiente macroeconômico é marcado por incertezas e juros altos, o que atrapalha qualquer setor produtivo. Ainda assim, a companhia foi capaz de realizar investimentos relevantes nos últimos meses.

Neste ano, foram inauguradas as novas áreas de três shoppings: Morumbi, BH e Barra. Já em novembro, ocorrerá a abertura da nova área da unidade de Brasília. O empresário observou que essas expansões foram importantes para aumentar o fluxo de visitantes aos shoppings, com vendas de novos lojistas e mais vendas dos lojistas que já atuavam no empreendimento.

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