A Tenda lançou 11 empreendimentos no segmento de mesmo nome no terceiro trimestre deste ano, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1.520,7 milhões, alta de 2,3% em relação ao mesmo período de 2025 e queda de 9,5% ante o segundo trimestre de 2026.
O preço médio de lançamento por unidade atingiu recorde histórico de R$ 271,2 mil, com altas de 15,7% na comparação anual e de 8,3% ante o trimestre anterior.
Segundo a empresa, a elevação do preço médio reflete a estratégia de mudança do mix de projetos. Dos 11 empreendimentos lançados, 54,5% foram destinados às faixas 3 e 4 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Entre os destaques está o primeiro empreendimento da companhia voltado à faixa 4, na Bahia, com 572 unidades e VGV de R$ 240,8 milhões.
As vendas líquidas do segmento Tenda somaram R$ 1.214,4 milhões no trimestre, alta de 10,5% em relação a igual período de 2025. A velocidade de vendas sobre a oferta líquida (VSO Líquida) ficou em 22,8%, abaixo da faixa de 25% a 30% considerada ideal pela companhia.
Segundo a Tenda, o indicador foi pressionado pela concentração de lançamentos no fim de setembro, quando seis empreendimentos não registraram vendas, e pelo aumento dos distratos, associado principalmente à greve da Caixa Econômica Federal (CEF).
Os distratos totalizaram R$ 292,8 milhões no segmento no terceiro trimestre, alta de 55,0% ante o trimestre anterior e superior a 100% na comparação anual. Entre julho e setembro de 2025, o montante havia sido de R$ 136,2 milhões.
Além da greve da CEF, que durou quase 20 dias em setembro, a companhia atribuiu o aumento dos distratos à redução temporária, durante dez dias em julho, do limite de comprometimento de renda dos clientes de 30% para 27%, e ao maior rigor nas entrevistas para concessão de crédito, sobretudo em praças mais críticas. A empresa afirmou que parte desses fatores foi pontual e espera que os distratos retornem a níveis normalizados nos próximos períodos.
O VGV repassado do segmento Tenda atingiu R$ 728,9 milhões, recuo de 25,1% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e de 29,5% ante o trimestre anterior. A companhia também atribuiu a queda principalmente à greve da CEF.
No braço Alea, foram lançados três empreendimentos entre julho e setembro, com VGV de R$ 119,1 milhões, altas de 56,2% na comparação anual e de 39,2% ante o trimestre anterior. O preço médio de lançamento por unidade foi de R$ 197,1 mil.
As vendas líquidas da Alea somaram R$ 72,5 milhões, com VSO Líquida de 27,0%, enquanto os distratos totalizaram R$ 19,4 milhões. O VGV repassado foi de R$ 35,9 milhões, com 208 unidades repassadas no período.
No banco de terrenos, a Tenda encerrou o terceiro trimestre com recorde de R$ 29,3 bilhões em VGV, altas de 41,2% ante igual período de 2025 e de 5,7% em relação ao segundo trimestre de 2026. O porcentual de aquisições em permuta atingiu 58,7%. Segundo a companhia, mesmo nos terrenos adquiridos em caixa, mais de 90% dos pagamentos estão vinculados à obtenção do registro de incorporação.
A empresa informou ainda ter adquirido aproximadamente R$ 2,1 bilhões em terrenos no trimestre, dos quais 57% estavam concentrados em praças do Nordeste. Na Alea, o VGV do banco de terrenos alcançou R$ 6,3 bilhões, altas de 14,8% na comparação anual e de 3,2% ante o trimestre anterior. O montante representava 17,7% do VGV consolidado.
A greve da Caixa em setembro afetou os indicadores operacionais da Tenda no terceiro trimestre, especialmente os distratos e os repasses. A companhia, porém, avalia que parte dos fatores que pressionaram os resultados foi pontual e espera normalização nos próximos períodos.