A Motiva vê perspectivas “construtivas” para o setor de infraestrutura, particularmente nos segmentos rodoviário e metroviário, em que optou por concentrar os esforços. A avaliação foi transmitida pelo CEO da empresa, Miguel Setas, durante evento online para investidores da Itaúsa, acionista da companhia.
O executivo lembrou que, em investimentos contratados à frente, a Motiva já tem R$ 65 bilhões, o dobro do volume registrado há três anos. “Temos aproximadamente R$ 20 bilhões de investimento potencial em nosso portfólio e oportunidade ainda maior em ativos que estão fora”, disse.
Setas acrescentou que, nos últimos anos, a empresa eliminou da carteira os ativos que vinham “destruindo valor”. Ao mesmo tempo, entrou em um processo de enxugamento da estrutura. “Acabamos de encerrar a venda da plataforma de aeroportos, que era uma das alavancas estratégicas, dentro de uma estratégia de simplificação do portfólio”, disse. “Tínhamos quase 40 ativos e agora temos 18, concentrado em negócio de transporte terrestres – rodovias e trilhos”, acrescentou.
O CEO disse ainda que, nesse processo, o indicador de custo sobre a receita melhorou para 34%. O objetivo é reduzir esse índice para 28%, de acordo com ele. A Motiva também tem R$ 1 bilhão em investimentos mapeados para tecnologias até 2035. “A reciclagem de ativos ainda pode ser alavanca de otimização do portfólio”, ressaltou.