O Banco Daycoval registrou lucro líquido recorrente de R$ 473,8 milhões no segundo trimestre, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, 6. O resultado representa um crescimento de 11,2% em relação a igual período do ano passado e de 9% na comparação com os três meses imediatamente anteriores.
O avanço contribuiu para o aumento da rentabilidade medida pelo retorno sobre patrimônio anualizado (ROAE), que subiu 2,5 pontos porcentuais no comparativo anual, para 25,1%.
Na frente de receitas, a margem financeira líquida ajustada ao risco atingiu 8,2% no trimestre, de 8,5% um ano antes. Esse indicador mede o retorno obtido com as operações que rendem juros, descontado das despesas com provisões contra a inadimplência. Segundo o Daycoval, o desempenho reflete a estratégia de priorização de ativos de maior qualidade, que implica spread mais moderados no curto prazo.
As receitas de prestações de serviços saltaram 49,4% no confronto anual, a R$ 217,5 milhões, impulsionadas pelos negócios nas áreas de mercado de capitais e serviços fiduciários, entre outros.
Já as receitas de operações de crédito saltaram 15,1% no período, para R$ 2,9 bilhões. A carteira de crédito ampliada encerrou junho em R$ 78,6 bilhões, um crescimento de 17,9% em 12 meses. As operações para empresas continuaram formando o segmento mais relevante, com saldo de R$ 54,3 bilhões, avanço de 16,6%. Produtos de títulos privados, compras de recebíveis, avais e fianças foram os destaques nessa frente.
No Varejo, a carteira do consignado avançou 15,3% no comparativo anual do trimestre, a R$ 19,1 bilhões. O financiamento de veículos aumentou 46,2%, a R$ 4,55 bilhões, enquanto o imobiliário teve incremento de 52,7%, a R$ 654,7 milhões.
Em relação à qualidade do crédito, o índice de inadimplência encerrou o trimestre em 2,1%, de 2,8% um ano antes, pelo critério de atrasos superiores a 90 dias.
A instituição financeira constituiu R$ 451,3 milhões em provisões para devedores duvidosos (PDD), uma alta de 23,6% no ano. Com isso, o saldo total da PDD se elevou em 2,9%, a R$ 2,5 bilhões. O custo de crédito, que desconta as provisões dos créditos recuperados, avançou 23,4%, a R$ 374,4 milhões.