A equipe de analistas do Itaú BBA avalia como positiva a conversa com os controladores da Blau Farmacêutica, e destaca as perspectivas de crescimento com o medicamento pembrolizumabe, biossimilar de um remédio oncológico relevante.
Os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio destacam que a empresa segue uma estratégia dupla de aprovação regulatória, buscando simultaneamente autorização no Brasil e em mercados internacionais, como Europa e Estados Unidos. O lançamento no Brasil está previsto para o segundo semestre de 2028, alinhado ao vencimento da patente do medicamento de referência, o que abre espaço para captura de mercado.
Segundo a companhia, o mercado brasileiro potencial para esse produto gira em torno de R$ 6 bilhões, com meta de alcançar cerca de 30% de participação. Atualmente, o alto custo do tratamento ainda limita o acesso, mas a entrada de um biossimilar mais barato pode ampliar significativamente a demanda. Além disso, a Blau possui um pipeline robusto, com quatro novos anticorpos monoclonais em desenvolvimento e outros cerca de 20 produtos em fase regulatória, somando um mercado endereçável relevante e diversificado.
No curto prazo, o crescimento deve ser sustentado pela expansão da capacidade produtiva, novos lançamentos e melhora na execução comercial. A empresa mantém balanço sólido, sem alavancagem, o que reduz riscos durante o ciclo de investimentos, na avaliação do BBA. Apesar disso, a expansão mais relevante de rentabilidade deve ocorrer mais à frente, à medida que o pipeline avance e os novos produtos ganhem escala.
O Itaú BBA tem recomendação outpeform (equivalente a compra) para as ações da Blau. O preço-alvo é de R$ 17, o que implica um potencial de valorização de 54,7%, ante o último fechamento.