A companhia aérea Azul convocou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre o grupamento da totalidade das ações ordinárias de emissão da empresa, na proporção de 150 mil papéis para formar uma ação, sem alteração do capital social. A data ainda não foi informada.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa explica que o grupamento atende a pedido da B3 e segue a regulamentação aplicável, para que as ações da companhia voltem a ter valor individual superior a R$ 1, evitando a necessidade de negociação em lotes (hoje, os papéis são negociados em lotes de 1 milhão).
Os acionistas que possuírem quantidade de ações não múltipla de 150 mil podem, desde esta quarta-feira, 4, e até 14 de abril, ajustar suas posições no mercado, compondo lotes múltiplos de 150 mil papéis.
“Caso o grupamento seja aprovado, a partir de 17 de abril de 2026, as ações da companhia passarão a ser negociadas de forma exclusivamente grupada, sendo o lote padrão de negociação reduzido de 1 milhão para uma ação”, destaca a empresa.
Bônus 2025
Adicionalmente, em razão da saída da companhia do processo de Chapter 11 (equivalente à recuperação judicial) nos Estados Unidos, os bônus de subscrição emitidos como vantagem adicional na oferta pública de distribuição primária de ações encerrada em 29 de abril de 2025 integram a Classe 11 de créditos (claims) e, na consumação do Plano e conclusão do Chapter 11, serão considerados liquidados, cancelados, liberados e extintos, deixando de ser negociáveis. Em cumprimento ao Plano, a companhia solicitou à B3 a retirada dos Bônus de Abril de 2025 do ambiente de negociação.