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Varejo

99Compras chega a São Paulo com aporte de R$ 100 mi e reforça aposta em ‘superapp’

Nova operação é voltada para entregas de supermercado, farmácia, pet shop e outras categorias do varejo

99 entra na disputa pelo mercado de compras do dia a dia (Foto: Divulgação)

A 99 deu mais um passo na estratégia de consolidar um superaplicativo no Brasil ao lançar nesta terça-feira, 28, a 99Compras na capital paulista e em mais de 20 cidades da região metropolitana. Com investimento de R$ 100 milhões, a nova operação é voltada para entregas de supermercado, farmácia, pet shop e outras categorias do varejo.

O lançamento marca a entrada da companhia na disputa pelo mercado de compras do dia a dia, segmento em que busca aproveitar a estrutura logística construída ao longo dos últimos anos com mobilidade e delivery de refeições. A operação estreia com cerca de 3 mil parceiros comerciais, entre eles Carrefour, Atacadão, Americanas, St. Marche, Cobasi, Petz e Ultrafarma.

Segundo Bruno Rossini, diretor de Comunicação da 99, a estratégia é utilizar a mesma infraestrutura para ampliar a frequência de uso do aplicativo e criar oportunidades para consumidores, varejistas e entregadores.

“Ninguém tem 2,5 milhões de motociclistas e motoristas parceiros no ecossistema no Brasil. Então faz sentido ir adicionando serviços que aproveitem esse diferencial”, afirmou ele em coletiva de imprensa.

A chegada da plataforma será acompanhada por cupons de até R$ 99 e frete grátis nos dois primeiros pedidos. A empresa, porém, afirma que essa não será a principal estratégia para disputar consumidores.

“O cupom não é uma estratégia, é uma natureza da 99”, disse Rossini. “A nossa proposta de valor para competir com preço vem do relacionamento com os varejistas. O objetivo é encontrar o preço justo, não criar uma distorção que depois desapareça.”

A competitividade, segundo a empresa, deverá vir da combinação entre promoções negociadas diretamente com supermercados e farmácias, campanhas apoiadas pela indústria e ganhos de eficiência logística. “Eu preciso criar uma lógica de relacionamento de preço que seja perene”, acrescentou o executivo

Já na avaliação da diretora comercial da 99Compras, Talita Poleto, o potencial de crescimento do segmento ainda é elevado. Ela destacou que a participação do varejo online no Brasil passou de 5% para 20% entre 2015 e 2024, mas segue abaixo da observada em mercados mais maduros.

Logística

A 99 afirma que a operação de compras exigiu mudanças em relação ao delivery tradicional de refeições. Segundo o diretor de Logística da empresa, Luiz Felipe Gumper, o desafio deixa de ser apenas entregar rápido.

“Se chega meia hora antes e você não está em casa, criou um problema. Então a estimativa de entrega não pode ser boa apenas para atrasos. Ela também precisa evitar que o pedido seja adiantado”, afirmou.

Para isso, a plataforma passou a oferecer entregas agendadas e adaptou seus algoritmos para considerar o tempo de preparo dos pedidos antes de acionar o motociclista. A empresa prevê incorporar futuramente vans e utilitários para atender compras mais volumosas.

A categoria de farmácia aparece como uma das principais apostas da empresa. Ela já representa 28% dos pedidos em Goiânia, primeira cidade a receber a operação, e 22% na Grande São Paulo, ainda durante a fase inicial de expansão.

Segundo Talita, o tempo médio de entrega é de 24 minutos porque as farmácias dispensam a etapa de separação dos produtos realizada nos supermercados.

A empresa também espera que a nova categoria aumente a oferta de corridas para os entregadores ao longo do dia. Segundo Gumper, enquanto o 99 Food concentra demanda no almoço e no jantar, as compras de supermercado e conveniência tendem a gerar pedidos distribuídos ao longo do horário comercial.

“Quando você sobrepõe todas essas curvas de demanda durante o dia, o nosso motociclista tem realmente uma grande vantagem em relação às outras plataformas”, afirmou o executivo.

A 99 tem como estratégia reunir em uma única plataforma serviços de mobilidade, delivery de comida, entrega de produtos e serviços financeiros para uma base que já ultrapassa 60 milhões de usuários ativos no País.

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