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Itaú BBA: dados financeiros no 1º trimestre reforçam resiliência das operadoras de saúde

Os analistas ponderam que o aumento das provisões para contingências judiciais tem se tornado um desafio estrutural para o setor

Em relatório, o banco diz que a maioria das plataformas de streaming tem um modelo de receita baseado em anúncios no centro da estratégia (Foto: Divulgação)

Os dados financeiros da saúde suplementar referentes ao primeiro trimestre de 2026, divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reforçam um cenário de resiliência operacional para as principais operadoras, destacam analistas do Itaú BBA, em relatório.

O banco chama atenção para a melhora da sinistralidade caixa da SulAmérica, que pode sustentar um forte avanço do Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia, e para a rentabilidade consistente da Bradesco Saúde. Por outro lado, os analistas alertam que o aumento das provisões para contingências judiciais tem se tornado um desafio estrutural para o setor, contrariando a expectativa anterior de que a pressão judicial seria apenas temporária.

Na visão dos analistas do Itaú BBA, Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio, os fundamentos do segmento permanecem sólidos. A análise dos dados da ANS mostra melhora gradual dos indicadores operacionais, com destaque também para a evolução da Hapvida, que apresentou tendências mais equilibradas em suas operações. O Itaú BBA avalia que a disciplina operacional das empresas e a evolução da sinistralidade sustentam uma perspectiva positiva para o setor, apesar do ambiente ainda desafiador em termos regulatórios e jurídicos.

O principal destaque entre as companhias cobertas foi a Fleury. Após revisar seu modelo, o Itaú BBA elevou em 7% sua estimativa de receita para 2026, refletindo o crescimento orgânico consistente e os efeitos das aquisições realizadas pela empresa. Os analistas reconhecem que a integração da FEMME deve pressionar as margens em cerca de 20 pontos-base em 2026, mas avaliam que a rentabilidade continuará robusta, com margem Ebitda projetada ao redor de 25,6%, além de forte geração de caixa e distribuição de dividendos.

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