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Construção Civil

Tenda: lançamentos somam R$ 1,45 bilhão no 1º trimestre, alta de 59,3% em 1 ano

O Citi avalia que a construtora começou 2026 com um desempenho forte, apesar da queda dos lançamentos em relação ao trimestre anterior

O VGV da Tenda totalizou R$ 1,409 bilhão (Foto: Adobe Stock)

A construtora e incorporadora Tenda registrou um Valor Geral de Vendas (VGV) consolidado de R$ 1,456 bilhão em lançamentos no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa alta de 59,3% ante igual período de 2025, quando o volume somou R$ 914,5 milhões. Na relação com o quarto trimestre do ano passado, houve queda de 18%. Os números fazem parte da prévia operacional, divulgada nesta terça-feira pela empresa.

O VGV da Tenda totalizou R$ 1,409 bilhão, queda de 17,4% frente ao trimestre anterior, enquanto o da Alea alcançou R$ 47,4 milhões, recuo de 31,7% na mesma base de comparação. Em relação ao ano passado, contudo, houve altas de 72,2% e queda de 50,7%, respectivamente.

No período, foram lançados 15 empreendimentos (13 da Tenda e 2 da Alea), com preço médio de R$ 231,7 mil por unidade no caso da Tenda, e R$ 181,5 mil na Alea. Os valores representam quedas de 3,0% e 9,0% sobre o trimestre anterior.

De janeiro a março deste ano, as vendas líquidas consolidadas somaram R$ 1,533 bilhão, crescimento de 40,9% em um ano e de 25,1% em relação ao quarto trimestre, com velocidade sobre a oferta líquida (VSO) de 27,6%. As vendas líquidas da Tenda ficaram em R$ 1,428 bilhão, enquanto a Alea registrou R$ 105,1 milhões, com VSO líquida de 41,6%.

Os distratos da Tenda atingiram R$ 151,4 milhões no primeiro trimestre, o equivalente a 9,6% das vendas brutas do intervalo.

O banco de terrenos consolidado fechou o primeiro trimestre com VGV de R$ 29,668 bilhões, alta de 26,7% em 12 meses. A Alea respondeu por R$ 6,222 bilhões, crescimento de 21% na mesma base anual, representando um total de 21,0% do VGV consolidado.

Citi: Tenda começa 2026 com desempenho forte

O Citi avalia que a Tenda começou 2026 com um desempenho forte, apesar da queda dos lançamentos em relação ao trimestre anterior. Segundo o banco, a companhia somou R$ 1,5 bilhão em lançamentos, queda de 18% em relação ao trimestre anterior e alta de 59% ante o último ano. As vendas brutas alcançaram recorde de R$ 1,7 bilhão, alta de 21% em relação ao trimestre anterior e de 40% ante o último ano.

Na leitura dos analistas Andre Mazini, Piero Trotta e Kiepher Kennedy, a empresa também registrou vendas líquidas de R$ 1,5 bilhão, máxima histórica quando excluído o Pode Entrar, com alta de 25% em relação ao trimestre anterior e de 41% ante o último ano. O banco destaca ainda a melhora do net SoS para 27,6%, avanço de 400 pontos-base em relação ao trimestre anterior.

Para a Alea, o Citi afirma que a operação segue menor, como esperado, com volumes de lançamentos de R$ 47 milhões e vendas líquidas de R$ 105 milhões. O banco ressalta que as transferências de clientes totalizaram R$ 1,1 bilhão, o que, na sua avaliação, dá suporte à melhora na geração de caixa do trimestre. O relatório também aponta a manutenção de um ritmo forte de aquisições de terrenos, com 61% via swaps, levando o landbank a R$ 29,7 bilhões.

Com esses dados, o Citi diz ver a prévia operacional como positiva, ao avaliar que a Tenda segue mostrando tração comercial no negócio principal, com atividade de lançamentos e absorção reforçando a confiança na recuperação operacional em curso.

O Citi tem recomendação de compra/alto risco para as ações da Tenda. O preço-alvo é de R$ 38, o que representa um potencial de valorização de 28,6%, ante o último fechamento.

 

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