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Mobilidade

Motiva: Prevemos movimento de consolidação no setor rodoviário no médio prazo, diz Setas

O CEO destacou também que a companhia trabalha em aditivos para concessões atuais, incluindo negociações em curso para a Linha 5 - Lilás do Metrô de São Paulo

A Motiva projeta um impacto marginal da guerra do Oriente Médio no fluxo de geração de caixa da empresa (Foto: Divulgação)

A Motiva segue vendo oportunidades no mercado primário de rodovias no curto prazo, segundo o CEO da companhia, Miguel Sentas. Olhando mais para frente, o executivo projeta um movimento de consolidação, com mais negócios no mercado secundário.

Setas não detalhou quais leilões a empresa tem monitorado. Mas ressaltou que “algumas repactuações ainda estão para vir a mercado” e que a Motiva tem observado essas oportunidades.

O CEO destacou também que a companhia trabalha em aditivos para concessões atuais, incluindo negociações em curso para a Linha 5 – Lilás do Metrô de São Paulo. A lista inclui ainda aditivos para AutoBan e SPVias.

“São duas extensões muito relevantes, então o capex delas pode ser de uma grande rodovia, sendo um investimento estruturante”, afirmou em evento do Bradesco BBI nesta quarta-feira, 8.

Já para daqui a dois ou três anos, o executivo estima o início de um movimento de consolidação.

“Há muitos operadores que entraram agora no setor rodoviário, que possivelmente não vão permanecer no longo prazo. Portanto, vão começar a aparecer oportunidades no mercado secundário”, disse, avaliando que a Motiva estaria bem posicionada para esse cenário.

O impacto da guerra

A Motiva projeta um impacto marginal da guerra do Oriente Médio no fluxo de geração de caixa da empresa, segundo o CEO. O executivo apontou que os principais efeitos, ainda que marginais, viriam do preço do asfalto e do diesel.

“O cenário mais provável que nós trabalhamos é de um impacto de low single digit no nosso fluxo de geração de caixa. Um efeito marginal em relação do que é a crise atual”, afirmou.

Entre os elementos que afetam o capex, o executivo citou o diesel, que representa cerca de 10% do capex, mas é sentido principalmente pelas empresas parceiras. Já o asfalto responde por aproximadamente 4% do capex da empresa.

No entanto, o executivo ressaltou que a maior parte do capex da Motiva tem condições pré-estabelecidas, o que minimiza os riscos de variações de preços.

A companhia entrou em 2026 com 85% do capex contratado e para 2027, 65%. “Além disso, vemos as medidas que o Brasil tem adotado para mitigar esse impacto nos preços do combustível”, acrescentou Setas.

Diante desse cenário, o CEO finalizou afirmando que a companhia trabalha com diversos cenários de estresse, precificando riscos. “Uma das características do nosso negócio é resiliência”, reforçou.

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