Os analistas Caio Moscardini e Eyzo Lima, do Santander, avaliam positivamente a entrada no Fleury no acordo não vinculante envolvendo a Porto e a Oncoclínicas. Na visão do banco, a operação representa um “avanço estratégico” por acelerar a exposição da companhia ao segmento de oncologia, considerado um dos mais promissores na área da saúde.
Em relatório, o banco destaca que, embora o Fleury já tenha presença nesse mercado por meio de sua joint venture (Chroma), a parceria com Porto e Oncoclínicas amplia de “forma relevante” essa atuação. “O movimento fortalece o posicionamento estratégico da empresa ao complementar o negócio principal de diagnósticos com um segmento de maior crescimento e complexidade”, observa.
Em termos financeiros, o banco entende, contudo, que o impacto da transação tende a ser neutro no curto prazo. A estrutura envolve a criação de uma NewCo com os ativos de oncologia da Oncoclínicas, além da injeção de capital de R$ 500 milhões por parte de Fleury e Porto. Apesar das incertezas sobre participação final e valuation, as estimativas indicam múltiplos próximos aos do próprio Fleury, o que reforça a leitura de neutralidade do ponto de vista de valuation, ainda que com potencial ganho estratégico.
Diante desse cenário, o Santander mantém recomendação Outperform (equivalente à compra) para o Fleury, com preço-alvo de R$ 18,50, indicando potencial valorização de 18,8% em relação ao fechamento anterior. A avaliação reflete a expectativa de que o movimento fortaleça a tese de crescimento da companhia, mesmo considerando os riscos de execução e integração envolvidos na operação.