A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou na noite de quarta-feira, 28, que seu modelo de privatização será pela venda de ações (follow-on), conforme o Estadão/Broadcast antecipou. A operação poderá ainda ter investidor de referência ou estratégico, nos moldes da Sabesp.
A Copasa foi comunicada pelo governo de Minas Gerais, seu maior acionista, com 51%, sobre a modelagem de privatização da companhia, de acordo com fato relevante na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A venda de ações será secundária, ou seja, que pertencem ao governo mineiro, sem emissão de novas ações.
O modelo de privatização não exclui um investidor estratégico, que poderia ter até 30% da empresa de saneamento. Mas fixou algumas condições, como a proibição de venda das ações (lock-up) pelo prazo de quatro anos para 100% da participação adquirida na oferta-base.
Este investidor pode se desfazer de 50% dos papéis antes desse prazo caso sejam cumpridas as metas de universalização dos serviços de saneamento e água em Minas Gerais.
Este investidor estratégico vai precisar “demonstrar sua capacidade financeira, bem como expertise no setor de infraestrutura”, segundo o comunicado da Copasa, e vai poder celebrar um acordo de acionistas com o governo mineiro.
Na privatização, o Estado de Minas Gerais pode continuar a deter 5% de participação societária na empresa. O que arrecadar com a venda das ações terá que ser utilizado para pagamento da dívida do Estado com a União ou para reduzir outros passivos.