O Santander avalia que a conclusão da venda da Avon International, anunciada na última semana pela Natura, deve ter implicações positivas no fluxo de caixa da companhia e boa reação do mercado, embora a transação fosse amplamente esperada em vista do acordo vinculativo de setembro de 2025.
“A Avon International era uma unidade de negócios que consumia muito caixa, apesar dos esforços da administração nos últimos anos para reduzir a queima de caixa”, apontam os analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo. “Dito isso, a visibilidade limitada a curto prazo nos principais mercados latino-americanos da Natura, a recente fragilidade do mercado de beleza brasileiro, a implementação da Fase 2 em andamento no México e na Argentina e as recentes mudanças nos relatórios, continuam a afetar a previsibilidade”, concluem.
O Santander mantém recomendação Neutra para os papéis da Natura, com preço-alvo em R$ 9,70, o que representa um potencial de valorização de 34,7% em relação ao fechamento de 2 de janeiro.