A Suzano informou na noite de quarta-feira, 10, que seu conselho de administração aprovou a realização de um aumento de capital no valor de R$ 5 bilhões, mediante a capitalização do saldo proveniente da Reserva para Aumento de Capital e de parte do montante da Reserva de Investimentos da companhia, sem emissão de novas ações.
Com o aumento, o capital social passará de R$ 19.269.281.424,63, dividido em 1.264.117.615 ações ordinárias, para R$ 24.269.281.424,63, dividido em 1.264.117.615 ações ordinárias.
Em aviso enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que o aumento de capital tem por finalidade otimizar a estrutura patrimonial da companhia, uma vez que a realocação de reservas para o capital social reforça a solidez patrimonial da empresa.
Dividendos
A Suzano informou que seu conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos intercalares que somam R$ 1,380 bilhão, o equivalente a R$ 1,11658725 por ação da companhia.
O pagamento dos proventos será realizado em 4 de fevereiro de 2026, com base na posição acionária de 18 de dezembro de 2025. As ações passarão a ser negociadas “ex-dividendos” a partir do dia 19.
Os valores serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025.
Desembolso operacional em celulose
A Suzano revisou as suas estimativas de investimentos operacionais para o negócio de celulose em 2027. Segundo comunicado enviado à CVM, perspectiva de desembolso total operacional no período será de R$ 1.983 por tonelada. Dentro dessa nova premissa, a empresa espera que o caixa de produção de celulose (incluindo paradas programadas) será de R$ 787 por tonelada; custos e despesas logísticas, com vendas e administrativas de R$ 677 por tonelada; e investimentos de manutenção (capex de manutenção) de R$ 520 por tonelada.
“As estimativas acima refletem valores em termos reais em moeda de 2026, não sendo consideradas expectativas ou premissas de inflação ou variação cambial para 2027. Considera-se ainda a operação da unidade Ribas do Rio Pardo com capacidade atualizada para aproximadamente 2,7 milhões de toneladas anuais”.
Segundo a companhia, a nova perspectiva de desempenho operacional do negócio de celulose considera a atualização monetária prevista para 2026 e a variação dos índices de inflação (IPCA, INPC e IGP-M) observados em 2025 em relação ao anteriormente previsto para o ano, a variação cambial e as atualizações relacionadas a custos operacionais e iniciativas de gestão visando maior competitividade estrutural.